segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Doubt



"Existem pessoas que dizem que a luz no coração é uma fraqueza. Essa é a tatica de pessoas crueis, distruir a bondade em nome da virtude. Não a nada de errado com o amor."

domingo, 20 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

The boy in the striped pyjamas



''Childhood is measured out by sounds ans smells and sights, before the dark hour of reason grows''

John Betjeman

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

The secret life of bees



"Uma abelha operaria pesa menos que uma pétala de flor, mas ela pode voar carregando um peso maior que o dela, mas ela só vive durante quatro ou cinco semanas. As vezes, não sentir nada, é a única maneira de sobreviver"

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

The Wizard of OZ


"Um coração não é julgado por quanto você ama, mas o quanto você é amado pelos outros".

domingo, 18 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Filme: Contos proibidos do Marquês de Sade



Esse feriado foi bem legal, e como tinha dito no post anterior, peguei alguns filmes para assistir. Por fim, a noite fiquei acompanhado pelo filme Quills (Contos proibidos do Marquês de Sade). Uma história provocante para uma época e sociedade moralista. A irreverência dos contos do Marquês de Sade, que expremiam seus desejos sádicos sexuais, libertavam os seus leitores do mundo reprimido que viviam em plena Revolução Francesa. Os contos faziam sucesso, e não era ao acaso, mas sim pela sua linearidade e pela desejo que aquilo transmitia, tornando as palavras palpáveis em reflexo da imaginação dos leitores.

Apesar das suas contradições psicológicas, posso eu a partir da minha percepção do filme, designar o Marquês de Sade como um apaixonado pelo desejo: desejo se libertar das palavras, de chocar a burguesia com a arte que ardia dentro de si e de mostrar para a sociedade a liberdade de poder saciar os seus desejos, e torná-los loucos dentro de si, como forma de eterniza-los.

O personagem Abbe Coulmier (Joaquin Phoenix) me deixou indignado durante todo filme. Ao tempo que ele era uma pessoa extremamente culta, um seguidor de Deus, e transparecia dentro do manicômio ser a pessoa mais sã, na verdade era uma pessoa problematica. Ele escondia por detrais da bata todos os seus loucos desejos, tornando-os insassiaveis e guardando-os para si, e isso proporciona que em um determinado momento ele entre em choque com tudo que vive, entrando em "erupção"(prefiro me deter por aqui para não contar mais detalhes do filme antes que vocês assistam).

E mais uma vez podemos visualizar a história da comunicação, quando o novo dono do manicômio faz com que todos os loucos trabalhem reproduzindo os livros do Marquês de Sade. A partir de então você analisa as várias etapas pelo qual ,para produzir um livro, ele passa. São umas 10 máquinas que aparecem no filme para a produção do livro, e hoje se passarmos 1h para imprimir e encadernar um livro é exagero ou é pelo fato da máquina estar quebrada.

Coloquei aqui também o trailler do filme, não consegui acha-lo legendado, mas vale a pena conferir as cenas e a grande produção desse filme, abraços.

video

Filme: Austrália



Olá pessoal, tudo bem?

Pois bem, para esse feriado peguei três filme para assistir, e acreditem: passei horas na locadora decidindo quais traria para casa. Por fim decidi trazer: 27 dresses (Vestida para casar), Australia e Quills (Contos proibidos do Marquês de Sade). Até agora assisti os dois promeiro filmes,e não consegui seguir para o terceiro antes de me expressar aqui no blog sobre o filme Australia.

Com quase três horas de duração o filme não cansa em momento algum, muito pelo contráriu: nos desperta o desejo de querer mais. Nos deparamos em todo filme com uma fotografia belíssima, um cenário espetacular e atores respeitados no mundo do cinema. A historia, além trazer um belo romance, tem um rico contexto cultural sobre costumes e rituais, relata também uma guerra a qual o mundo sobreviveu e o que mais chamou a minha atenção: a história da comunicação. Claro que eu, um fascinado pela comunicação e pela evolução das mídias, não poderia deixar de notar a cena que a alta classe se reunia, separadamente das demais classes sociais e outras etnias, para presenciar em frente à tela dos cinemas as notícias sobre o início da Segunda Guerra Mundial. E é engraçado trazermos esse fato para os dias atuais, pois hoje recebemos a notícia dentro de nossa casa deitado no sofá assistindo TV, ou cozinhando e escutando a rádio, e até mesmo batendo papo no mensseger e abrindo páginas de jornais on-line.

Voltando ao filme, dentre seus 27 capítulos, uma frase em especial me deixou extremamente facinado: "Não é porque é assim, que deve ser assim." Essa frase entra em um contexto de preconceito no filme, onde negros (que são nomeados como Boongs) e outras pessoas que são mestiças e peões são tratados de forma exclusa na sociedade. Mas, ao decorrer do filme, nos chocamos com a aristocrata inglesa Sarah Ashlay (Nicole Kidman)que, ao se apaixonar pelo rude peão conhecido como Drover (Hugh Jackman), e ao tratar como filho o pequeno mestiço Nollah, enfreta grandes choques de costumes e desafia uma sociedade etnocentrica.

Outro ponto que quero trazer aqui é o fascinante trailler. Com ele, primeiramente, visualizamos a mágica história, porém, depois de assistirmos ao filme, podemos voltar para analisar o trailler e percebemos a incrivel construção deste encima da história do O Mágico de Oz. Assistam a seguir:
video

Pois bem, caros leitores, espero que assistam ao filme, o qual eu recomendo de coração. Me deti o máximo que pude para não desvendar os mistérios que o filme traz, aliás quero que vocês se surpreendam tanto quanto eu. Agora vou assistir Contos proibidos do Marquês de Sade, e espero ficar tão fascinado quanto com Australia.

Abraços

domingo, 11 de outubro de 2009

Maria


Eu lembro bem das minhas férias de verão que passava no interior. Vó Maria acordava cedo para alimentar as galinhas, preparava o café-da-manhã e depois que tudo estava pronto acordava eu e meu irmão. Às 8h a mesa já estava preparada e, depois do banho gelado no quintal e da barriga cheia do café, era a hora de ir para rua brincar com a molecada.
Vovó limpava a casa, ia à feira comprar guloseimas típicas do nordeste, regava suas plantinhas, conversava com o papagaio e com os visinhos. Ela sempre fazia de tudo para manter as ordens.
Lembro nas festas das cabacinhas (festa típica da cidade de Japaratuba), quando todos se reuniam na casa de Dona Maria, faziamos uma baderna: molhavamos tudo e a sala da entrada sempre estava melada de cera. Ela perdia a cabeça, mas nunca nos proibiu de brincar, apesar de sempre ser muito rigida.
Pois bem, agora me contenho a detalhar com palavras os momentos que vivi naquela pequena cidade, naquela pequena casa, com minha grande avó.
O que posso dizer sobre Maria? Ela foi uma grande mulher, uma grande pessoa, uma mãe e um pai para minhas tias, e uma mãe, avô, avó e amiga para mim. Tem quem diga da sua braveza e da sua rabugentisse, mas só recebia isso que não sabia trata-la com amor. Por que eu me lembro de todos os beijos que recebi, todos os elogios que escutei, dos sorrisos que arranquei daquele rostinho que não queria perder autoridade, e das lágrimas que a fiz derramar da saudade. Agora eu fico a me lembrar de todos esses dias, em minha mente passa um filme, e do meus olhos saem lágrimas. A única coisa que posso saber é que agora ela poderá me ouvir, de onde estiver, e se certificará do meu amor que sempre foi e sempre será enorme por ela.

Eu te amo vó, vá com Deus.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bastidores da COMUNICA - 2

Olá pessoal,


não conseguir baixar o video do segundo dia da COMUNICA ES, mas o video está no youtube, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=dAAHgyaF76U
Em breve colocaremos o video do jornal que rodou no dia do evento.

Abraços

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Bastidores da COMUNICA - 1

Olá pessoal,

a turma de telejornalismo da UVV participou da COMUNICA, fazendo cobertura de tudo que aconteceu no evento.Foi um trabalho sério e de muita responsabilidade, mas nas horas vagas tentamos descontrair um pouco, aliás ninguém é de ferro. Segue video dos bastidores do primeiro dia da COMUNICA.


OBS1: INFELIZMENTE NÃO TEMOS GRAVAÇÃO DO ÚLTIMO DIA PORQUE ESQUECI DE LEVAR A MÁQUINA E GRAVAR, mas vale a pena conferir esses estão aqui. ;)


OBS2: Em breve postarei o programa que foi ao ar no Jornal da Comunica ES !

video

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ensaios do grupo do Jornal da Comunica

A COMUNICA é um grande evento da área de comunicação social que abrange todo Espirito Santo. Este ano, o evento está na sua 3ª amostra com o tema a "Valorização da Indústria da Comunicação" e acontecerá dentre os dias 06 à 09 de outubro. Abrindo A 1ª edição do Jornal da Comunica, eu e meus colegas fomos convocados para sermos repórteres, e faremos toda a cobertura do evento junto com a equipe que está na produção e edição. A professora Luina Palácios é quem está nos guiando e é a responsavel por todo funcionamento do jornal, juntamente com a professora Francisca Selidonha.
Os vídeos abaixo são cenas dos ensaios e dos bastidores da gravação das "cabeças" do programa nos estúdios da UVV. video

video

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Nos ares


E meu mundo gira...gira...gira
E minha cabeça sobe até as nuvens
Sinto as minhas asas crescerem
Minha visão ir além do alcance
Meus pés já estão fora do chão

Mas então aterriso, minhas asas se camuflam
e papai diz: ''Chega, cansei''.
Então olho para o céu, avisto aquelas nuvens feitas de algodão doce e penso: ''é depois de lá o meu limite''.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Brincando de ser feliz



Subindo aquelas escadas tentava chegar ao topo, cada passo dado era um sorriso escancarado. Olhava as crianças atrás de mim e todas estavam na torcida, vibravam.
Por fim cheguei, do alto sentir-me como se tivesse conquistado aquele lugar,um planeta, olhei para meus colegas e ascenei como se tivesse segurando na outra mão uma bandeira, uma honra. Sentia o céu tão mais proximo de mim, sorri. Escuto um grito:
- Desce logo, vai!
Então olhei para baixo e meus colegas todos me esperavam descer, olhei para aquela rampa e pensei: ''Já? É agora que a brincadeira acaba? ''. Sentei-me, e comecei a deslisa rampa à baixo. Nesse meio tempo senti o vento bater nos meus cabelos, levantei as mãos para o alto, gritei ''uhull'' e então meus pés chegaram ao chão:
- Pronto filhão, vamos embora que a mamãe tem que preparar a janta.
Ela segurou minha mão, de longe avistei aquela escorregadeira: ''todas as crianças que subiam em um sonho e escorregavam em uma realidade, felicidade, que uma hora naquele brinquedo acaba, mas sempre tem uma chance de recomeçar e podemos sempre brincar de ser feliz mais uma vez.

quinta-feira, 30 de julho de 2009


Quero viajar para um lugar bem distante, cheio de desconhecidos, que me olhem e me desconheçam.
Escolho viajar para um lugar frio, com neve, cheio de pinheiros, onde eu solte fumacinha pela boca. Desse jeito poderei me camuflar em roupas e assim ficará muito mais dificil das pessoas me desvendar, fazendo com que só se aproximem aqueles que realmente precisam de uma companhia, e não de mais uma companhia.
Pensei em usar um nome falso, mudar a cor e o corte do cabelo, me tornar o João, o Felipe, o Davi ou até mesmo o Junior, um outro alguém; mas isso se tornasse um erro, quem sabe a pessoa certa aparece logo na hora que me tornei a pessoa errada.
Mas mesmo assim, ainda prefiro ir para um lugar frio, me entocar em um iglo, olhar para o horizonte e só avistar a geada. Ficarei, dessa vez, sentado à esperar por alguém que me leve de volta para o nordeste, e queira sentir, junto à mim, o calor do verão.

quarta-feira, 22 de julho de 2009


Eu fico analisando a muralha que hoje foi destruida, e que tanto de mim dei para erguê-la. Lembro dos dolares que apostei naquele. Lembro das horas que ultrapassei, regras que quebrei, pessoas que passei por cima, e sabe o que eu vejo hoje? Que tudo virou pó. Que a força e determinação foram em vão. Hoje repenso se deveria ter construido um mundo, ao invés da muralha, para assim poder receber pessoas. Fazer o que? afinal de contas, quando tudo acaba, se resume em pó.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Voa, minha pequena.


Voa, minha pequena. Voa enquanto és inocente, enquanto tens imaginação e vive em seu mundo: um lugar onde não há maldade, não há preconceito, não há guerra, onde só pensas em brincar e ser feliz.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Texto perfil para a materia de Introdução ao Jornalismo


Abro meu álbum de fotografia, e vejo cenas que marcaram minha vida. Momentos que passei no interior andando a cavalo, momentos de inocência que vivi no colégio católico, onde estudei toda minha infância; e momentos de grande descobertas sobre o mundo, quando conheci amigos mais ´´radicais``. Eu passei por diversas situações, diversas mutações, mas nada, até então, foi o suficiente para me tornar, talvez, uma pessoa melhor, e tenho certeza de que enquanto eu existir viverei variadas estações.
Seria muito mais fácil falar adjetivos que vejo em mim, mas não quero me limitar, então ficarei a lembrar do momento de maior mudança de toda a minha vida até então vivida, e com a qual aprendo constantemente a lidar com uma das maiores dores que até então conheci, a saudade. Lembro que meu mês de dezembro, em Aracaju, foi muito divertido, passava todos os dias com amigos, estávamos em uma triste contagem regressiva em relação à minha partida. Certa vez estávamos em um parque e conversávamos, eu sai de perto do grupo, subi em um brinquedo que era alto, de lá de cima fiquei olhando os meus amigos entre si e pensei: ´´ As coisas serão assim quando eu não estiver mais por perto. `` Olhava para todos e até hoje lembro-me de cada detalhe, de cada movimento e das manias de cada um. Passamos o Natal juntos, ano novo sorrindo e chorando, noites entregues às conversas em botecos, dias ensolarados na beira do mar, mas tudo isso acabou, no dia 4 de Janeiro eu parti.
Lembro que na BR olhava para todos os cantos e me sentia meio perdido: ´´Para onde estou indo? Porque eu escolhi isso?`` Na verdade, o que muitos não sabem, é que desde o dia que fui para o Intercom e conheci milhares de pessoas de outros estados me veio à cabeça a vontade de mudar, de crescer, comecei a pensar maior e descobri que Aracaju era pequeno demais para mim, então fiquei decidido que não queria mais morar em Aracaju. Escolher Vila Velha para morar foi pura coincidência, pois à princípio pensei em me mudar para Campinas, mas no trabalho do meu pai, Petrobrás, cogitaram a possibilidade dele ser transferido para o ES, então decidimos adiantar a mudança para Vila Velha, mas no final das contas, depois que nos mudamos, meu pai descobriu que os boatos não passaram de boatos.
O mês de Janeiro foi tenso, de tudo um pouco se passou na minha cabeça, principalmente a vontade de voltar para casa, mas a todo momento resisti e pensei o que seria melhor para mim. Aos poucos fui fazendo amizades, conhecendo a cidade, os costumes ainda estão se familiarizando, por causa do choque com os meus, mas aos poucos vou assimilando. Hoje eu fico me assistindo, e percebo como tudo mudou, comecei a estagiar na universidade, tenho que estudar, terei que pagar contas, cuidar do irmão mais novo, levar minha mãe nos lugares e guardar dentro do peito a saudade do meu pai, já que o vejo só de dois em dois meses, e minha irmã mais velha de ano em ano.
No estagio eu fico penso mil coisas, principalmente como tudo começou, lembro que na adolescência minha paixão era escrever poemas e comecei a participar de uns concursos entre colégios, desde então minha paixão pela escrita foi crescendo. Ano passado, quando entrei na universidade, fui notando o quanto gostava do curso e fui descobrindo, também, minha paixão por cinema. Hoje penso em, um dia, tentar conciliar os dois, mas jornalismo tem mais prioridade, se tornou uma paixão.
Espero muito que 2009 seja um ano bom para todos e para mim também, que em 2010 eu esteja vivo para refletir sobre um novo ano que estaria por vir e que pode me proporcionar mais mudança. Quando chegar o próximo ano quero conseguir olhar para trás e dizer: Graças à Deus.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

06/07/09

Na hora que mais precisei de alguém, ninguém aparecia. Olhava para todos os cantos e nada se resolvia. Então meti a mão no bolso e notei você. Olhei fixamente para seu formato e sua cor que tanto reluzia. Por um momento te apertei e senti minha força física: você continuou intacta. Então desembrulhei, nem hesitei te olhar, preferi desfrutar do seu doce sabor.
Agora acabou,restou um pouco melado nos meus lábios, nos dedos, mas a embalagem era a única coisa intacta que continuava comigo e vai continuar comigo. Sim, o chocolate já se acabou, mas o que seria dele sem a embalagem para o manter? E é isso que vou manter sempre comigo, a nossa embalagem.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

bla bla bla


Existe uma enorme difereça entre:
- uma costureira e uma pessoa graduada em moda
- um cozinheiro de bar e um chefe de cozinha
- uma pessoa que escreve em um blog desde os 15 anos falando de sua vida e um jornalista

Antes de mais nada quero deixar bem claro, NÃO REPUDIU NINGUÉM QUE FAZ QUALQUER UMA DAS ALTERNATIVAS, mas existe uma coisa chamada FORMAÇÃO.
Meu caro, não abra a boca para me falar que ser jornalista é só uma questão de dom, não mesmo, existe umas coisa chamada técnica. Não venham me dizer que se aprende o básico na faculdade, nós aprendemos uma profissão e o que é ético para atuar naquele ramo, entre outras coisas.
Hoje fiquei na aula muito revoltado com tudo que aconteceu ontem, aqueles argumentos ridículos. Nem parecem quem tem um diploma, ÓH !
Pois é, por isso mesmo, eu e meus amigos que iremos nos graduar e receberemos um diploma de jornalismo continuaremos lutando pelo curso e pela nossa qualificação, vamos fazer o jornalismo acontecer, como muitos outros também farão acontecer.
O que me faz sentir pena é de saber que a sociedade agora correrá mais risco de não receber mais a notícia, e deixar ser enganado por simples ´´bla bla bla`` !

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Na balança é tudo a mesma medida


Eu me lembro bem que esses três dias de ausência tudo se tornou mais dificil do que o normal, talvez não seja por falha em minhas habilidade, foi porque as horas me faziam companhia, olhava para tudo e tudo olhava para mim.
Então te encontro, e nossos carinhos são intensos, infinitos e talvez inacabaveis. Olho para a janela e já vejo o sol se pôr. Volto para meu rumo, e fico a lembrar de cada toque e de cada beijo. Tudo acaba se resumindo à saudade de estar, de ter ao lado.

domingo, 14 de junho de 2009

Essência


Garanto: a essência ainda é a mesma, que nada dentro do meu coração mudou, que o que havia aqui quando eu era criança permanece intacto. Mas as ideias não são mais as mesmas, isso de fato mudou, talvez porque tive que enfrentar o tempo para tentar sobreviver, correr para não ficar no molhado, pular para não cair.
Te garanto mais uma coisa: tudo que faço é por uma boa razão, para o bem.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Dito


Pulo !
Grito !
Porque o amor é lindo.
O amor é belo e puro.
E quem não enxerga isso é um infeliz.

domingo, 31 de maio de 2009

Faz de conta...


Sabe aquela historinha do papai Noel que te contaram para você acreditar no presente de Natal? E o do ovo da páscoa, hein? Hahahaha achava que os coelhinhos ficavam o dia todo fabricando ovos coloridos e depois passar o dia inteiro distribuindo de casa em casa para todos os chocolates. Também já morri de medo do bicho papão, eu não saia da cama com medo dele surgir de algum canto do meu quarto e me morder.
BUM
Mas ai chegou uma hora que você descobriu que era tudo mentira.
BUM
Chega uma hora que você começa a pensar sobre sua vida.
BUM
Um determinado dia você começa a escolher em o que acreditar.
BUM
Mas mesmo assim, depois de todas essas mentiras, eles ainda querem te dizer em o que acreditar...

sábado, 30 de maio de 2009

O caminho certo


Tem uma hora nessa vida que parece que nada basta, que todos te olham e querem te dizer o certo.E aquelas vozes te rodeando suavemente: ´´ Venha, eu tenho o caminho certo. Venha, eu tenho a salvação ``, e fico a pensar nesse lugar: um tudo azul, com nuvens feitas de algodão doce, com uma cachoeira no meio de todo espaço e anjos tocando em harpas de ouro.
E eu fico a me perguntar mais uma vez: se pecado não tem tamanho, então vamos todos para o mesmo lugar, certo ?
Certo ?! Certo ?! Certo ?!
Sempre pensei que o certo é a felicidade.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Eu, você e uma rosa


Quando você abrir a porta olhe para nossa estante, e veja como nossas fotografias se empoeiraram sem você esses dias. Observe bem, meu bem, como o sofá está vazio sem nossos amassos, na cozinha você ainda encontra o prato que você deixou antes de partir, e nossa cama ainda esta com o mesmo lençol, para não perder o seu cheiro, para eu não me sentir só por esses dias. Mas olhe o jardim, meu anjo, veja a rosa que plantei, o quão bela ela é com a cor dos seus olhos. Plantei para ficar a lembrar da sua beleza, do seu cheiro e percebi que ao tempo que os espinhos cresciam, a dor da saudade se corroia aqui por dentro do meu peito, mas agora não mais, agora só me resta o azul da nossa rosa, o azul dos seus olhos e nós.

domingo, 17 de maio de 2009

Passarinho


Eu vi.
Eu vi o passarinho voar.
Eu vi e o ouvi cantar.
Ouvi ele cantar e me contar que poderia voar alto, bem alto pra lá do céu.
Então fiquei a vê-lo voar bem no alto pra lá do céu.

O vi
Eu o vi voltar.
Ele voltou e pousou em minha mão, e pediu para fechar meus olhos, no mesmo instante o fiz.
Senti-me leve. Senti-me no ar.
Abro meus olhos e me vejo em um universo onde jamais estive antes, talvez fosse o lugar bem alto pra lá do céu.
De lá avisto o passarinho, e ele me gritou: voe, meu querido, voe bem alto e quando não conseguir mais, pare, mas não desça, aliás se você conseguiu chegar até tal é um mérito seu e ninguém pode tirar, mas se você descer tenha certeza que a escolha foi sua.

sábado, 9 de maio de 2009

Minha graça



Eu lembro que naquela noite de tristeza a cidade estava em festa: fogos de artifício iluminavam o céu, luzes coloridas alegravam as ruas e a criançada festejava a presença do circo. Olhava toda aquela cena e pensei em me dar a oportunidade de arrancar qualquer sentimento ruim que existisse dentro de mim: vou ao circo.
Todas as atrações eram formidáveis: o malabarista brincava com facas, o equilibrista pedalava na bicicleta em um fio e entre outras atrações, mas ainda percebia que um enorme vazio me tomava, não via a graça de estar ali. O palco escureceu, luzes se concentravam em um determinado ponto e de repente me deparo com um susto de um palhaço rolando, eram em três, mas um em especial me deixou encantado, era você. Sentado na platéia coloquei a mão em meu peito e senti uma adrenalina de estar vivenciando aquele momento, ou talvez tivesse sido por ter te avistado, pois a cada movimento seu e a cada palavra sua dita meu sorriso se estendia. Eu olhava aquelas cores em seu rosto e por um instante fiquei a me perguntar se o azul dos seus olhos também teriam sido obra da aquarela. Foi então que você se aproximou de mim, entregou uma flor, e ao encostar o meu rosto para sentir o cheiro da margarida a única coisa que sinto foi um jato de água que saia de dentro da flor em minha direção, eu ri.
O espetáculo acabou, e levava comigo a felicidade de viver, de brincar com a vida e de saber aproveitá-la cada vez mais. Já distante olho para trás e me deparo com as cores do circo de, que pareciam mais iluminadas, cheio de tendas e luzes, e me viro para continuar o caminho, mas então encontro sua face diante da minha de forma súbita: olhei fixamente em seu rosto e ele estava sem aquelas cores, a não ser seus olhos, que continuavam cheio de vida e alegria. Eu te olhava de forma acanhada, e seu sorriso me trazia uma explosão de felicidade dentro do meu peito. Senti sua mão fazer carinho em meu cabelo deslizando em meu rosto ate chegar em minha mão e segura-la, meu coração palpitava acelerado e a única coisa que fiz foi me entregar, sem medo e sem dó, me dei a oportunidade de ter comigo a felicidade, e me dei a oportunidade da sorte de te ter ao meu lado, me dei a oportunidade de amar e tentar ser feliz.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Duas batidas e uma melodia


Eu ouvia o silêncio da rua, tudo parecia ter parado, até mesmo a lua se fixou em um lugar e ficou a nos assistir. Olhei da varanda para a calçada, e tudo estava tão vago. E lá do oitavo andar estávamos nós.
Na escuridão do apartamento a única luz eram as dos seus olhos, que aos poucos se enfraquecia. Toquei em seu corpo e o que eu senti foi o medo do fim. Caminhava de um lado para o outro, e a lua me ajudava a enxergar levemente os traços do seu rosto, do seu corpo. Se alguém se sentia fraco ali, o alguém seria eu, por ter sido tão inútil a ponto de me entregar ao medo de tal forma. Eu me agachei, encostei a cabeça na parede e te analisei, olhei cada detalhe por inteiro e pensei, por um instante, que você talvez tivesse sido esculpido. Olhava para o teto, olhava para os moveis, e me entreguei à escuridão.
Levantei, já tinham passado dez minutos, e para mim cada minuto a mais parecia que o medo se aconchegava dentro de mim. Por um instante te vejo levantar, seus olhos acesos, seu corpo firme e sua cor viva, seus passos vinham em minha direção. Guardei-te dentre meus braços e senti o nosso calor, te entreguei o beijo mais apaixonado que guardava dentro de mim, para depois ver seu sorriso ao lado do meu. Olhei para tudo em minha volta e senti a brisa passar, a luz acender, a lua cobriu-se com as nuvens para se proteger da noite fria e eu fiquei intacto. Sentia meu coração bater perto do seu corpo, ele acelerava a cada instantes que sentia seu corpo, que sentia seu cheiro, coloquei a mão em seu peito e fiquei a sentir a melodia dos nossos corações.

sábado, 21 de março de 2009

Anjo


E por um momento eu me senti como se eu estivesse subindo aos céus, ou como se você estivesse trazendo o céu até mim.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Trem Bom


Olha o trem, chiu chiu
Ele vai partir, chiu chiu
A criançada, chiu chiu
Se divertir, chiu chiu

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Tic - Tac - Bum


Passa o tempo
Passa a noite
Chega a hora
Mas que hora?!
Já é a hora
de ir embora

Chegou o dia
Que alegria
O grande dia
Mas que folia
Pois é o dia
Que vou matar a saudade
E a dor que me corroia

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Minha leoazinha


Parecia que não ia chegar mais, andava de um lado para o outro na porta de casa esperando o fiesta branco chegar, não via a hora de tê-la comigo e passar toda a tarde brincando. Olhei para o relógio e já eram duas horas da tarde, ficava mirando todos os carros que viravam a esquina, e, quando menos espero, vejo que um carro grande e branco estava se aproximando, era ela chegando. Meu coração pulava, sentia uma adrenalina inexplicável, ela então se mostrou mais ainda quando baixou o vidro do carro e ficou pendurada na janela gritando: “Mamý!” – era assim que me chamava. Descendo do carro, saiu correndo e pulou em meus braços, Tia Leige falou: “Agora você quem vai cuidar dessa pimentinha a tarde toda”, soltando um leve sorriso no final da fala, mas eu não me importei, era desse jeito que eu gostava dela. Entramos em casa, para não perder tempo, corri para trás do sofá e começou a brincadeira: ela com suas quatro patas vinha de mansinho, olhando sempre para cima como quem não queria nada, fingindo ser uma leoa calminha, mas quando menos esperava eu, o leão rei, soltava o primeiro rugido e atacava, logo ela saía correndo, mas voltava porque a brincadeira era divertida. Pela milésima vez ela vinha, eu atrás do sofá, ela à minha procura, sempre passando a patinha na juba que atrapalhava sua vista. De mansinho e com todo vapor ela vinha, mas eu contra-atacava e ela pulava de susto e felicidade. Somos cúmplices, igual ao Tom e Jerry, como gato e rato, é tanto amor e irmandade que não sei até onde isso vai parar.

Com aquele rostinho branco, o qual só as bochechas eram rosadas, e olhos cor de mel, ela não conseguia me enganar, pois passeávamos pela praça perto de casa e todos nos paravam, olhavam para ela e agraciavam: “tão linda, um anjinho”. A todo instante escutávamos os mesmos elogios, ela fingia ser tímida, mas adorava ser vista por todos, tornando-se cada vez mais exibida ao percorrer do caminho. Quando chegamos em casa fomos direto para o cozinha, e lá estava o nosso momento preferido: o lanche da tarde, o “pratinho” dela e o meu “pratão” lado a lado na mesa, e começamos a comer feito dois leões famintos. Ela acabou rapidamente, só que nunca estava satisfeita somente com o que era seu, logo corria e pulava no meu colo, eu me rendia ao seu encanto e deixava a comida de lado.

Acabamos de comer, subimos para o segundo andar onde tinha o computador e a TV, eu ia à frente e ela vinha atrás de mim, subindo os degraus devagarzinho, com todo cuidado possível. Sentei para usar o computador enquanto ela, deitada no sofá fingindo assistir televisão, pois estava doida para ficar no meu colo e apertar todos aqueles botões que ficam no teclado. De repente, para atiçar, coloco uma foto dela como proteção de tela do computador, não era para menos, com suas perninhas gordinhas ela dá um pulo do sofá e saiu correndo, veio até mim e disse: “é Nininha, não é Mamý?”, eu, com os olhos brilhando, respondo: “é sim, minha Nina, é sim”.

Era a hora do jantar e ela pergunta se comeríamos pizza de galinha, não pude rejeitar tal pedido e na mesma hora liguei para a pizzaria. Enquanto esperávamos a comida chegar brincávamos de massinha de modelar colorida onde toda a imaginação fluía. De repente ela pega um pedaço de uma massinha preta e coloca na bochecha e me diz: “Tenho um sinal igual à você.”, babei na hora, como tal criaturinha de apenas dois anos de idade e noventa e cinco centímetros fazia isso comigo? Dois minutos depois escutamos a buzina da moto que veio entregar a pizza e ela grita: “Chegô!”, fomos rapidamente apanhar a comida. Nem pegamos os pratos, comíamos com a mão assistindo televisão.

Trinta minutos se passaram, meus tios chegaram para buscar Marina e levá-la para casa, ela olhava para mim pedindo para ficar. Segurei-a em meus braços até o ultimo segundo antes de ir embora, abraçava-a como se fosse o último dia que eu a visse, mas sabia que não seria, até porque eu jamais faria isso comigo e com ela. Chegou a hora de ir, meus olhos encheram-se de lágrimas, em passos pequenos ela ia de mãos dadas com a mãe. Chegada na porta do carro ela gritou: “Tchau Mamý, amo você, um beijo”. Então não suportei, minha lágrima escorria e tinha diversos significados, os quais eu não conseguia definir exatamente, mas uma coisa eu sabia: Nina vai ser sempre minha leoazinha, o meu anjo e meu amor.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Entre dois tempos


Levanto-me da cama, abro as cortinas e vejo o clarão do sol invadir a minha janela, sorrio para a margarida que acabara de nascer no jardim de casa. Desço as escadas como se nem estivesse tocando-as, num movimento flutuante. Olho o correi, vejo uma carta sem remetente, era você. Meus pés tocaram o chão, o céu escureceu, minha margarida murchou. Lembrei-me das noites em claro que escrevia para você, numa vontade de que você aparecesse. Estava tudo tão bem. Porque você fez isso? Agora, eu quero você. Para mostrar o quão perfeito é meu mundo. Mostrar-te o azul do céu, e as nuvens formando desenhos de corações, de elefantes. Agora eu quero você. Para poder roubar a margarida do jardim e presenteá-la com um sorriso dengoso. Agora eu quero você. Fico a ver esses filmes românticos, com desentendimentos, mas no final eles sempre voltam. Mas você não volta. Nunca chegou. O que você ta esperando? Agora eu quero você aqui. Subo as escadas, sentindo um forte peso em meus pés. Fecho as cortinas. Deito-me, e fico a escutar música, um momento de nostalgia, e minha alegria se torna fantasias, pequenas imagens de você se materializam em minha frente, eu me levantando, você vai me amando, e eu vou me deixando, numa batida que o só o coração entende, numa melodia que só o piano suaviza, num encontro em que só a língua entende.

12-04-2008

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Por favor, não jogue-o no lixo


Encostei-me em uma parede cheia de desenhos; olhei para um lado, olhei para o outro e não via meu irmão. Chorei, chorei como se tivesse perdido-o, mas ele só não havia ido para o colégio naquele dia porque estava com febre, mas mesmo assim chorava. Tinha cinco anos quando esse fato aconteceu, recordo-me como se tivesse sido ontem.Risadas, gritos de desavenças, choros de um abraço materializavam-se naquele dia em que eu percebi que um irmão; mais que isso, um cúmplice, não havia me acompanhado em mais um dia de escola. Meu nome é Sanmy, o do meu irmão é Suedney, eu tenho 18 anos, ele tem 15, juntos somos uma história e em nossos corações de irmãos levamos a amizade, fraternidade e companheirismo na esperança que isso nunca se acabe.

Quando pequeno reuníamos mamãe, titia - a irmã mais nova da minha mãe - e brincávamos compulsivamente a ponto de as horas passarem e eu ter conseguido a atenção delas somente para mim. Pensava eu que seria o único filho homem da casa, o último herdeiro de meus pais com todos os privilégios possíveis e impossíveis, não bastavam os brinquedos, as roupas e os sapatos, o que eu queria mesmo era o carinho e atenção de todos, tenho uma irmã mais velha chamada Shirley, tudo bem que eu já tinha uma irmã, mas eu era o homenzinho que tanto meu pai esperava, afinal, assim é a nossa cultura: viril é aquele que produz um varão para dar continuidade a sua descendência. Foi surpresa para mim, não me recordo da minha mãe grávida, só sei que no dia 18 de Fevereiro o inesperado acontece: vem ao mundo aquele que estava ameçando meu reinado que construí ao longo dos três anos, já estava sentindo que toda minha atenção passava a ter outro alvo, principalmente a da minha tia. Minha mãe chegou em casa com meu irmão, ele estava chorando muito, com ciúmes, falei: ”Joga esse menino no lixo mãe”.Naquele instante todos olharam para mim, riam loucamente e seus olhares diziam-me: ”Como ele é bonitinho”, “Que piada mais engraçadinha”, mas eu não estava muito disposto a aceitar aquele novo integrante. O tempo foi passando, e tive que começar a dividir todos os meus brinquedos, o pior: dividir os meus bonecos dos Cavaleiros do Zodíaco, para mim isso seria o fim, mas meu pai foi explicando que eu tinha que dividir; querendo ou não, tive que aceitar. Essa fase de divisão foi bem difícil, enquanto eu gostava de tudo no seu lugar, meu irmão não, olhava para ele com um ar de interrogação e ficava sem entender porque ele queria comer meus brinquedos, eu não tinha muita paciência e arrancava o brinquedo da sua boca, logo ele chorava e eu recebia a bronca. Senti-me por um tempo rejeitado, achava que eu estava sendo um problema, mas sabia que a culpa não era minha. Não sei como, mas acabei percebendo que meu irmão não sabia brincar, estava começando a aprender o mundo aqui fora e não sabia como funcionava o processo para cada brinquedo, eu estava aqui para ensiná-lo.

O tempo foi passando, ele já não tinha meses, e sim anos. Quando ele tinha dois anos de idade as coisas pareciam que estavam ficando mais fáceis, ele estava mais esperto, já conversava, mas gaguejava um pouco, porém eu finalmente conseguia entender o que ele falava. Estava ficando feliz, percebi que tinha um irmãozinho, e ele não berrava mais, ele brincava comigo, cantava comigo, fazíamos complô contra minha irmã e minha tia, entre outras coisas que crianças adoram fazer. Foi construindo-se uma amizade, uma cumplicidade até porque presenciávamos os constantes desentendimentos entre meu pai e meus tios. Com três anos de idade meu irmão foi pela primeira vez para o colégio, sentia-me tão orgulhoso e lembro-me como se tivesse sido ontem: por ele ser mais novo entrou na turma Maternalzinho I, cada um quando chegava guardava o material e a lancheira em um armário, quando davam dez e meia as crianças pegavam um tapete e se deitavam para tirar um cochilo até que seus pais chegassem para apanhá-los. Foi no dia que meu irmão estava com febre que eu me senti um inútil, como podia eu, o irmão homem mais velho deixá-lo em casa e ir para o colégio nesse momento tão difícil que ele estava passando, na hora da saída olhei para a sala dele e vi seus coleguinhas dormindo, e seu tapete estava vazio. Encostei-me onde tinha os desenhos do pato Donald e do Mickey, chorei tanto, senti tanta falta, logo uma funcionária da escola me perguntou o porquê de eu estar chorando, eu respondi: “Meu irmão está com febre e eu não posso fazer nada”, ela me explicou que minha mãe estava cuidando dele, dando os devidos remédios que o médico aconselhou.

Fomos crescendo, sempre com a diferença de três anos de idade, mas não parecia. Eu não parava de ensinar as coisas para ele, ele não se cansava de aprender as coisas comigo; eu criava, ele inovava; se eu choro, ele chora; quando eu sorria, ele também sorria. Recordo que no colegial, quando fiquei em recuperação pela primeira vez fui dizendo logo para ele: ”Isso você não deve aprender comigo, estude”, até hoje, graças a Deus ele não aprendeu isso. Fico vendo as fotos que ele fica tirando sozinho, como todo mundo faz, e é impressionante como ele faz as mesmas poses que eu faço. Não é falta de personalidade, é admiração; ele sente por mim e eu sinto por ele; tenho maior orgulho do mundo de tê-lo como irmão, e hoje vivo me perguntando: “Como pude mandar minha mãe jogar meu irmão no lixo?”.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A lua, o mar e as lembranças.


Eu lembro que naquela noite que corri e te larguei no ponto de ônibus, meu coração palpitava com velocidade, olhava para os lados e a respiração enchia o meu peito até o último espaço vazio. Corria contra o medo, corria contra o tempo, contra o vento, diante daquelas ruas vagas, não desistia até então. Mas debaixo de uma árvore eu parei, já estava umas seis quadras de distância do seu ponto, o desejo de te ver pela última vez naquela noite foi inevitável, meus olhos tentavam te alcançar para gravar seu rosto antes de durmir, mas a busca foi em vão, você devia ter partido. Cheguei em casa, tirei a camisa suada, olhei para todos cômodos e a calmaria reinava. Parei de frente à pia do banheiro e lavei o rosto, olhei meu reflexo no espelho e encarei aquele rosto bobo e apaixonado, soltei um leve sorriso. Depois do banho fui para meu quarto, encostei-me na janela e olhei para a lua que parecia estar se banhando naquele mar frio. Eu encarava a lua, e em minha mente vinha a lembrança do seu sorriso, o brilho dos seus olhos, os seus movimentos, senti seu cheiro que se juntava ao meu depois dos nossos longos abraços, dos interminaveis beijos. É impossível te esquecer.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Maria, morena.


E dentre seus braços ela me deu calor
Seus olhos me rondavam do perigo
E nas noite que chorei ela trazia consigo abonança
ahhh...morena
ahhh...Maria
lembro dos teus traços, dos seus laços, dos seus movimentos e do balanço do seu véu quando escutavas a brisar passar e dançava ao compasso da melodia com a natureza
ahhh...morena
ahhh...Maria
Eu nasci só.
Hoje, mais uma vez, estou só.
Mas tive você, só você, para me preparar quando eu estivesse só mais uma vez.
Só você me salvou.
Só você me amou, e me ensinou a amar
ahh...Maria
ahh...morena
Você só não me ensinou a esquecer.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Casa no campo


Ainda terei uma casa no campo, para te livrar do mal da cidade, e deixarei com que a natureza se encarregue do nosso fim, pois assim saberei que o fim chegará no tempo certo. Então, enquanto estivermos vivos, meu bem, deixemos que a brisa refresque nossas tardes de verão aquecidas não pelo calor, mas sim por nossa paixão que arde e se adentra no nosso peito insanamente, e logo logo precisaremos de muita brisa, talvez até mesmo de um tornado, porque essa paixão arde, abraseia e nos consome de uma forma jamais vista, jamais sentida, e tão pouco tão desejada.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Brilho divino

Eu gosto do balanço do mar, do verde da floresta, do vento que me leva, da luz do seu olhar.
Eu gosto de escutar pássaros, correr dos urgidos , em meio ao perigo, e no fim te abraçar.
Quero poder ter a certeza que estarei sempre livre do mal qualquer que exista, para
te ter em vista quando o sol se apagar
Porque você será minha guia, será minha luz, nessas noites frias e sombrias, você será a minha companhia.
Quero ter a certeza que durmirei dentre seus braços, olhando nos seus olhos, sentindo seus beijos
E quando o dia amanhecer confundir-me com a luz do sol no brilho do seu olhar.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Saudade


Eu que por um momento achei, que tudo estava se tornando bom demais para ser verdade. Mas chegou o momento que a rotina avacalhou, a solidão começou a me fazer compania e o silêncio tornou-se minhas únicas palavras. Sinto tanta falta daquelas palavras doces, daqueles olhares de entendimento, daqueles abraços calorosos e dos sorrisos mais felizes. Deixei dezenove anos em Aracaju, e eu que pensei que seria fácil esse instante. Chega um momento que você precisa fazer aquilo tudo que você fazia antes, mas não tem com quem fazer, aliás uma página de sua vida já foi virada. Por isso me olho no espelho e grito: SAUDADE.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Eu não nego =)


Hoje escreverei um breve comentario, enquanto preparo ainda o proximo post. Todos comentam, me perguntam, ficam curiosos por quem estou apaixonado, de onde vem toda essa paixão. Uma coisa vou deixar bem claro: sou um apaixonado; Apaixonado pela vida, pela minha familia linda, pelos meus amigos, pela natureza, pelas crianças, pela inocência...

Sou um apaixonado, eu não nego.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Meus infinitos sonhos de amor

Olhando para sua foto fico a admirar o seu sorriso, seu olhar, seus lábios, seu todo. Fico lembrando dos dias que passei nos imaginando juntos no parque passeando com nossos cachorros, nos noites de chuva deitados trocando carinho, das tardes de sábado assistindo milhões de filmes, dos nossos jantares aos domingos no sushibar, das manhãs que acordaria para te levar ao trabalho, e das tardes que estaria te esperando na saída do trabalho segurando suas flores. Talvez o erro tenha sido meu, por até agora ter limitado tudo isso aos meus pensamentos, mas jamais direi que é tarde demais, espero um dia poder mostrar todo o amor que se torna tão infinito dentro de mim e tornar-te a pessoa mais amada desse mundo.