quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Corrida pelos bilhetes

Neste fim de semana saiu uma nota no site O Globo sobre a perda da hegemonia do filme Avatar nas bilheterias norte-americanas. Ele falam sobre o lançamento do filme Dear John que estreou na sexta- feira (05) nos Estados Unidos e no Canadá e, de acordo com o site, arrecadou US$ 32,4 milhões em três dias, enquanto a ficção imaginária ambientada em Pandora US$ 23,6 milhões.

Tudo bem, os números são impressionantes, mas temos que ir de encontro aos fatos.

Avatar



A princípio Avatar já teria começado com o pé esquerdo: o fato de ser lançado nos cinemas no mês de dezembro. Aliás, o que faria as pessoas pararem suas férias e se dirigirem as telinhas para assistir um filme? Talvez um que tratasse sobre o futuro da vida humana, que acontecesse no ano de 2154, o qual mostrasse a descoberta de um outro mundo habitado por outros seres (uma dúvida que carregamos conosco há séculos sobre a hegemonia do seres humanos em todo o universo). Talvez um filme que trouxesse uma provável realidade futura do nosso planeta que seria buscar recursos naturais em outros lugares pela falta desses no nosso. Ops! Encontramos essas discussões em Avatar, mero filme? Não acho.Ele traz algumas discussões atuais, porém muitos espectadores se deslumbram tanto com a fantasia, cores e o 3D, que se esquecem de enxergar o filme. Um ponto que gostaria de colocar é sobre o erro de acharmos que o filme trata-se simplesmente de ficção científica, quando na verdade o motivo que faz com que os humanos explorem Pandora é totalmente econômico, pois lá eles encontram o unobtanium, uma substância supercondutora ultravaliosa. Além de tudo isso, o filme é uma super produção super bem estudada durante 10 anos, super bem produzida nos pequenos detalhes, e o melhor: não precisou se apoiar em nenhuma estrela hollywoodyana para fazer sucesso, aliás, além da Sigourney Weaver, o elenco é formado por atores pouco conhecidos.

Dear John


Mas para tudo existe um porém. Na medida que a superprodução traz toda essa idéia futurista e a tecnologia 3D, ela infelizmente não mostra o presente e faz com que as pessoas assistam ao filme e pensem no futura...bem futura... para daqui a 144 anos, e é contra esse ponto que Dear John focou e com isso lotou os cinemas americanos no fim de semana.
O filme ainda não chegou ao Brasil, e está previsto para 16 de Abril, mas para não ficarmos tão curiosos podemos assistir ao trailer e, infelizmente, por enquanto temos que tirar algumas conclusões precipitadas.
Pelo pouco que vi e pouco que li, o diretor sueco Lasse Hallstrom (de Chocolate - sou apaixonado por esse filme- e Regras da Vida), traz uma arma muito forte consigo nesse filme: a realidade. O longa traz um momento de guerra e amor, mas não durante a Segunda Guerra Mundial ou durante As Cruzadas, mas sim sobre um fato recente e que, com certeza, chocou muitos e mudou a vida de muitas pessoas ainda hoje vivas, que foi o ataque de 11 de setembro. Para mim, a princípio, esse é o único ponto forte do filme, abalar os corações dos americanos, como também aconteceu com Tropa de Elite aqui no Brasil, aliás é um filme que mostra uma realiddade vivida no Rio de Janeiro e que nos choca. No resto, o mais novo sucesso norte-americano, para mim, não passa de um romance água com açúcar, traz um soldado americano apaixonado por uma garota de colégio conservador e, durante a época de ataques, os dois vivem um romance a distância, ou seja: no final ou eles ficam juntos ou ele morre, um pouco previsível.
Vamos ver quando o filme chegar ao Brasil, de repente o enredo seja algo que realmente nos fascine, mas por enquanto ainda fico com o drink azul Na`vi, deixo a água com açucar para depois, se eu sair chorando aos prantos do cinema.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Fenômeno 3D




Lembro que em 1997, quando ainda morava em Sergipe, minha irmã voltava da sua viagem a Disney e me contou com muita surpresa: "Lá tinha um cinema que colocávamos óculos escuros e os personagens chegavam perto da gente, o filme era de terror e dava mais medo ainda." Na época tinha meus sete anos, achei aquilo fascinante: "já pensou você assistir filme parecendo que eles estão caindo em cima de você?".

O tempo passou, e isso saiu totalmente de minha cabeça, porém aqueles óculos escuros que fazem os personagens sairem das telinhas e parecem que estão do nosso lado, se desenvolveram. Depois do sucesso de alguns filmes de animação em 3D: Chicken Little (2005), Era do Gelo 3 (2009), Up (2009); Avatar chegou fazendo com que as pessoas vissem 3 dimensões fora da vida real, e trazendo a inovação tecnológica para ficar. Ops, inovação? Ou melhor dizer re-re-re-inovação? Aliás ela já existia quando eu tinha meus sete anos e idade e minha irmã voltava da Disney, ou melhor: desde a década de 40, que foi quando o 3D deu um dos seus primeiros passos.

O som surround surgiu entre a década de 40 e 50, com a idéia de cercar o espectador com sons de todos os lados, e logo foi experimentado no filme Fantasia, de Walt Disney, em 1941. Só que, em 1952 e 1955, o 3D explodiu nos filmes House of Maz, com Vicente Price, e Disque M para Matar, de Alfred Hitchcock. Só que os óculos moderninhos ainda tinham uma série de problemas para serem resolvidos: eles eram desconfortáveis, feitos de papelão, com lentes de celofane, geravam muito cansaço nos olhos e dores de cabeça durante o filme. A tecnologia até que não é complicada de ser fabricada, mas o filme era processado em contornos nas cores azul e vermelha nos planos que deveriam se destacar mais a frente e mais atrás, logo cada lente captava com mais facilidade um ou outro contorno, e o resultado era uma imagem tridimensional.

Como o 3D não agradou ninguém, até mesmo o Hitchcock confessou sobre o seu desgosto, logo caiu no esquecimento e o Cinerama apareceu com tudo, ele trazia telas gigantes em forma de semicírculo e usava 3 projetores independentes para exibir o filme, a diferença entre o 3D? O conforto.

Ao longo do tempo alguns diretores ainda tentaram usar o 3D, como na década de 70, Flesh for Frankenstein, Andy Warhol utilizou o 3D em uma cena que o coração era arrancado do corpo da vítima e atirado à platéia. Imagino que isso garantia muitos sustos, mas não deu certo.

Nos anos 80 outros filmes foram lançados em 3D: Tubarão 3, Sexta-feira 13 - Parte 3 e Amityville 3, mas o resultado de um foi pior do que o do outro. Mas nos anos 90 A Morte de Freddie foi o melhor exemplo. Mas, com a melhor qualidade e conforto, James Cameron traz o 3D em seu curta-metragem para um parque temático em 1996, continuação do O Exterminador do Futuro 2.

Agora, depois do sucesso Avatar em 3D, o mundo do cinema não é mais o mesmo, aliás o óculos moderninho não só marcou a tecnologia cinematográfica, como também contribui (E MUITO) a combater a pirataria, aliás, quem vai querer deixar de assistir um filme em 3D dentro do cinema escurinho, comendo pipoca, para assistir filme no seu mero ultrapassado DVD (porque o Blu-ray está chegando com melhor qualidade e vai acabar com os DVDs, será?), na sua sala de casa com cheiro do desifetante que a diarista passou para limpar? Apesar de que este ano estão para chegar as TVs em 3D, e a pirataria com certeza vai montar nessa oportunidade para piratear os filmes em 3D, mas, para ser bem sincero: cinema é cinema, não há nada comparável a você estar ali, entre quatro paredes, no escuro, e a única luz que vaza é direcionada para a tela do cinema, onde você olha e se concentra, sua mente entra naquela história e acaba esquecendo de tudo que está acontecendo no mundo, pois aquele momento é seu para viver aquela história, às vezes para rir, outras vezes para chorar, ou até mesmo para fazer você pensar e desvendar algum mistério, mas o mais importante é que aquele é um momento seu, e aquela história com começo, meio e fim faz com que você abra a porta de saída, respirando e pensando: "eu precisava disso!".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A cada livro uma surpresa.
Estudando: Rádio - Inspiração, Transpiração e Emoção, do Cyro Cesar, me deparo com uma frase intrigante, que me fez pensar.


''O homem nem todas as vezes fala o que é, mas seu comportamento,sim.'' Cyro Cesar


muito bom.