quinta-feira, 30 de julho de 2009


Quero viajar para um lugar bem distante, cheio de desconhecidos, que me olhem e me desconheçam.
Escolho viajar para um lugar frio, com neve, cheio de pinheiros, onde eu solte fumacinha pela boca. Desse jeito poderei me camuflar em roupas e assim ficará muito mais dificil das pessoas me desvendar, fazendo com que só se aproximem aqueles que realmente precisam de uma companhia, e não de mais uma companhia.
Pensei em usar um nome falso, mudar a cor e o corte do cabelo, me tornar o João, o Felipe, o Davi ou até mesmo o Junior, um outro alguém; mas isso se tornasse um erro, quem sabe a pessoa certa aparece logo na hora que me tornei a pessoa errada.
Mas mesmo assim, ainda prefiro ir para um lugar frio, me entocar em um iglo, olhar para o horizonte e só avistar a geada. Ficarei, dessa vez, sentado à esperar por alguém que me leve de volta para o nordeste, e queira sentir, junto à mim, o calor do verão.

quarta-feira, 22 de julho de 2009


Eu fico analisando a muralha que hoje foi destruida, e que tanto de mim dei para erguê-la. Lembro dos dolares que apostei naquele. Lembro das horas que ultrapassei, regras que quebrei, pessoas que passei por cima, e sabe o que eu vejo hoje? Que tudo virou pó. Que a força e determinação foram em vão. Hoje repenso se deveria ter construido um mundo, ao invés da muralha, para assim poder receber pessoas. Fazer o que? afinal de contas, quando tudo acaba, se resume em pó.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Voa, minha pequena.


Voa, minha pequena. Voa enquanto és inocente, enquanto tens imaginação e vive em seu mundo: um lugar onde não há maldade, não há preconceito, não há guerra, onde só pensas em brincar e ser feliz.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Texto perfil para a materia de Introdução ao Jornalismo


Abro meu álbum de fotografia, e vejo cenas que marcaram minha vida. Momentos que passei no interior andando a cavalo, momentos de inocência que vivi no colégio católico, onde estudei toda minha infância; e momentos de grande descobertas sobre o mundo, quando conheci amigos mais ´´radicais``. Eu passei por diversas situações, diversas mutações, mas nada, até então, foi o suficiente para me tornar, talvez, uma pessoa melhor, e tenho certeza de que enquanto eu existir viverei variadas estações.
Seria muito mais fácil falar adjetivos que vejo em mim, mas não quero me limitar, então ficarei a lembrar do momento de maior mudança de toda a minha vida até então vivida, e com a qual aprendo constantemente a lidar com uma das maiores dores que até então conheci, a saudade. Lembro que meu mês de dezembro, em Aracaju, foi muito divertido, passava todos os dias com amigos, estávamos em uma triste contagem regressiva em relação à minha partida. Certa vez estávamos em um parque e conversávamos, eu sai de perto do grupo, subi em um brinquedo que era alto, de lá de cima fiquei olhando os meus amigos entre si e pensei: ´´ As coisas serão assim quando eu não estiver mais por perto. `` Olhava para todos e até hoje lembro-me de cada detalhe, de cada movimento e das manias de cada um. Passamos o Natal juntos, ano novo sorrindo e chorando, noites entregues às conversas em botecos, dias ensolarados na beira do mar, mas tudo isso acabou, no dia 4 de Janeiro eu parti.
Lembro que na BR olhava para todos os cantos e me sentia meio perdido: ´´Para onde estou indo? Porque eu escolhi isso?`` Na verdade, o que muitos não sabem, é que desde o dia que fui para o Intercom e conheci milhares de pessoas de outros estados me veio à cabeça a vontade de mudar, de crescer, comecei a pensar maior e descobri que Aracaju era pequeno demais para mim, então fiquei decidido que não queria mais morar em Aracaju. Escolher Vila Velha para morar foi pura coincidência, pois à princípio pensei em me mudar para Campinas, mas no trabalho do meu pai, Petrobrás, cogitaram a possibilidade dele ser transferido para o ES, então decidimos adiantar a mudança para Vila Velha, mas no final das contas, depois que nos mudamos, meu pai descobriu que os boatos não passaram de boatos.
O mês de Janeiro foi tenso, de tudo um pouco se passou na minha cabeça, principalmente a vontade de voltar para casa, mas a todo momento resisti e pensei o que seria melhor para mim. Aos poucos fui fazendo amizades, conhecendo a cidade, os costumes ainda estão se familiarizando, por causa do choque com os meus, mas aos poucos vou assimilando. Hoje eu fico me assistindo, e percebo como tudo mudou, comecei a estagiar na universidade, tenho que estudar, terei que pagar contas, cuidar do irmão mais novo, levar minha mãe nos lugares e guardar dentro do peito a saudade do meu pai, já que o vejo só de dois em dois meses, e minha irmã mais velha de ano em ano.
No estagio eu fico penso mil coisas, principalmente como tudo começou, lembro que na adolescência minha paixão era escrever poemas e comecei a participar de uns concursos entre colégios, desde então minha paixão pela escrita foi crescendo. Ano passado, quando entrei na universidade, fui notando o quanto gostava do curso e fui descobrindo, também, minha paixão por cinema. Hoje penso em, um dia, tentar conciliar os dois, mas jornalismo tem mais prioridade, se tornou uma paixão.
Espero muito que 2009 seja um ano bom para todos e para mim também, que em 2010 eu esteja vivo para refletir sobre um novo ano que estaria por vir e que pode me proporcionar mais mudança. Quando chegar o próximo ano quero conseguir olhar para trás e dizer: Graças à Deus.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

06/07/09

Na hora que mais precisei de alguém, ninguém aparecia. Olhava para todos os cantos e nada se resolvia. Então meti a mão no bolso e notei você. Olhei fixamente para seu formato e sua cor que tanto reluzia. Por um momento te apertei e senti minha força física: você continuou intacta. Então desembrulhei, nem hesitei te olhar, preferi desfrutar do seu doce sabor.
Agora acabou,restou um pouco melado nos meus lábios, nos dedos, mas a embalagem era a única coisa intacta que continuava comigo e vai continuar comigo. Sim, o chocolate já se acabou, mas o que seria dele sem a embalagem para o manter? E é isso que vou manter sempre comigo, a nossa embalagem.