domingo, 31 de maio de 2009

Faz de conta...


Sabe aquela historinha do papai Noel que te contaram para você acreditar no presente de Natal? E o do ovo da páscoa, hein? Hahahaha achava que os coelhinhos ficavam o dia todo fabricando ovos coloridos e depois passar o dia inteiro distribuindo de casa em casa para todos os chocolates. Também já morri de medo do bicho papão, eu não saia da cama com medo dele surgir de algum canto do meu quarto e me morder.
BUM
Mas ai chegou uma hora que você descobriu que era tudo mentira.
BUM
Chega uma hora que você começa a pensar sobre sua vida.
BUM
Um determinado dia você começa a escolher em o que acreditar.
BUM
Mas mesmo assim, depois de todas essas mentiras, eles ainda querem te dizer em o que acreditar...

sábado, 30 de maio de 2009

O caminho certo


Tem uma hora nessa vida que parece que nada basta, que todos te olham e querem te dizer o certo.E aquelas vozes te rodeando suavemente: ´´ Venha, eu tenho o caminho certo. Venha, eu tenho a salvação ``, e fico a pensar nesse lugar: um tudo azul, com nuvens feitas de algodão doce, com uma cachoeira no meio de todo espaço e anjos tocando em harpas de ouro.
E eu fico a me perguntar mais uma vez: se pecado não tem tamanho, então vamos todos para o mesmo lugar, certo ?
Certo ?! Certo ?! Certo ?!
Sempre pensei que o certo é a felicidade.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Eu, você e uma rosa


Quando você abrir a porta olhe para nossa estante, e veja como nossas fotografias se empoeiraram sem você esses dias. Observe bem, meu bem, como o sofá está vazio sem nossos amassos, na cozinha você ainda encontra o prato que você deixou antes de partir, e nossa cama ainda esta com o mesmo lençol, para não perder o seu cheiro, para eu não me sentir só por esses dias. Mas olhe o jardim, meu anjo, veja a rosa que plantei, o quão bela ela é com a cor dos seus olhos. Plantei para ficar a lembrar da sua beleza, do seu cheiro e percebi que ao tempo que os espinhos cresciam, a dor da saudade se corroia aqui por dentro do meu peito, mas agora não mais, agora só me resta o azul da nossa rosa, o azul dos seus olhos e nós.

domingo, 17 de maio de 2009

Passarinho


Eu vi.
Eu vi o passarinho voar.
Eu vi e o ouvi cantar.
Ouvi ele cantar e me contar que poderia voar alto, bem alto pra lá do céu.
Então fiquei a vê-lo voar bem no alto pra lá do céu.

O vi
Eu o vi voltar.
Ele voltou e pousou em minha mão, e pediu para fechar meus olhos, no mesmo instante o fiz.
Senti-me leve. Senti-me no ar.
Abro meus olhos e me vejo em um universo onde jamais estive antes, talvez fosse o lugar bem alto pra lá do céu.
De lá avisto o passarinho, e ele me gritou: voe, meu querido, voe bem alto e quando não conseguir mais, pare, mas não desça, aliás se você conseguiu chegar até tal é um mérito seu e ninguém pode tirar, mas se você descer tenha certeza que a escolha foi sua.

sábado, 9 de maio de 2009

Minha graça



Eu lembro que naquela noite de tristeza a cidade estava em festa: fogos de artifício iluminavam o céu, luzes coloridas alegravam as ruas e a criançada festejava a presença do circo. Olhava toda aquela cena e pensei em me dar a oportunidade de arrancar qualquer sentimento ruim que existisse dentro de mim: vou ao circo.
Todas as atrações eram formidáveis: o malabarista brincava com facas, o equilibrista pedalava na bicicleta em um fio e entre outras atrações, mas ainda percebia que um enorme vazio me tomava, não via a graça de estar ali. O palco escureceu, luzes se concentravam em um determinado ponto e de repente me deparo com um susto de um palhaço rolando, eram em três, mas um em especial me deixou encantado, era você. Sentado na platéia coloquei a mão em meu peito e senti uma adrenalina de estar vivenciando aquele momento, ou talvez tivesse sido por ter te avistado, pois a cada movimento seu e a cada palavra sua dita meu sorriso se estendia. Eu olhava aquelas cores em seu rosto e por um instante fiquei a me perguntar se o azul dos seus olhos também teriam sido obra da aquarela. Foi então que você se aproximou de mim, entregou uma flor, e ao encostar o meu rosto para sentir o cheiro da margarida a única coisa que sinto foi um jato de água que saia de dentro da flor em minha direção, eu ri.
O espetáculo acabou, e levava comigo a felicidade de viver, de brincar com a vida e de saber aproveitá-la cada vez mais. Já distante olho para trás e me deparo com as cores do circo de, que pareciam mais iluminadas, cheio de tendas e luzes, e me viro para continuar o caminho, mas então encontro sua face diante da minha de forma súbita: olhei fixamente em seu rosto e ele estava sem aquelas cores, a não ser seus olhos, que continuavam cheio de vida e alegria. Eu te olhava de forma acanhada, e seu sorriso me trazia uma explosão de felicidade dentro do meu peito. Senti sua mão fazer carinho em meu cabelo deslizando em meu rosto ate chegar em minha mão e segura-la, meu coração palpitava acelerado e a única coisa que fiz foi me entregar, sem medo e sem dó, me dei a oportunidade de ter comigo a felicidade, e me dei a oportunidade da sorte de te ter ao meu lado, me dei a oportunidade de amar e tentar ser feliz.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Duas batidas e uma melodia


Eu ouvia o silêncio da rua, tudo parecia ter parado, até mesmo a lua se fixou em um lugar e ficou a nos assistir. Olhei da varanda para a calçada, e tudo estava tão vago. E lá do oitavo andar estávamos nós.
Na escuridão do apartamento a única luz eram as dos seus olhos, que aos poucos se enfraquecia. Toquei em seu corpo e o que eu senti foi o medo do fim. Caminhava de um lado para o outro, e a lua me ajudava a enxergar levemente os traços do seu rosto, do seu corpo. Se alguém se sentia fraco ali, o alguém seria eu, por ter sido tão inútil a ponto de me entregar ao medo de tal forma. Eu me agachei, encostei a cabeça na parede e te analisei, olhei cada detalhe por inteiro e pensei, por um instante, que você talvez tivesse sido esculpido. Olhava para o teto, olhava para os moveis, e me entreguei à escuridão.
Levantei, já tinham passado dez minutos, e para mim cada minuto a mais parecia que o medo se aconchegava dentro de mim. Por um instante te vejo levantar, seus olhos acesos, seu corpo firme e sua cor viva, seus passos vinham em minha direção. Guardei-te dentre meus braços e senti o nosso calor, te entreguei o beijo mais apaixonado que guardava dentro de mim, para depois ver seu sorriso ao lado do meu. Olhei para tudo em minha volta e senti a brisa passar, a luz acender, a lua cobriu-se com as nuvens para se proteger da noite fria e eu fiquei intacto. Sentia meu coração bater perto do seu corpo, ele acelerava a cada instantes que sentia seu corpo, que sentia seu cheiro, coloquei a mão em seu peito e fiquei a sentir a melodia dos nossos corações.