Esse feriado foi bem legal, e como tinha dito no post anterior, peguei alguns filmes para assistir. Por fim, a noite fiquei acompanhado pelo filme Quills (Contos proibidos do Marquês de Sade). Uma história provocante para uma época e sociedade moralista. A irreverência dos contos do Marquês de Sade, que expremiam seus desejos sádicos sexuais, libertavam os seus leitores do mundo reprimido que viviam em plena Revolução Francesa. Os contos faziam sucesso, e não era ao acaso, mas sim pela sua linearidade e pela desejo que aquilo transmitia, tornando as palavras palpáveis em reflexo da imaginação dos leitores.
Apesar das suas contradições psicológicas, posso eu a partir da minha percepção do filme, designar o Marquês de Sade como um apaixonado pelo desejo: desejo se libertar das palavras, de chocar a burguesia com a arte que ardia dentro de si e de mostrar para a sociedade a liberdade de poder saciar os seus desejos, e torná-los loucos dentro de si, como forma de eterniza-los.
O personagem Abbe Coulmier (Joaquin Phoenix) me deixou indignado durante todo filme. Ao tempo que ele era uma pessoa extremamente culta, um seguidor de Deus, e transparecia dentro do manicômio ser a pessoa mais sã, na verdade era uma pessoa problematica. Ele escondia por detrais da bata todos os seus loucos desejos, tornando-os insassiaveis e guardando-os para si, e isso proporciona que em um determinado momento ele entre em choque com tudo que vive, entrando em "erupção"(prefiro me deter por aqui para não contar mais detalhes do filme antes que vocês assistam).
E mais uma vez podemos visualizar a história da comunicação, quando o novo dono do manicômio faz com que todos os loucos trabalhem reproduzindo os livros do Marquês de Sade. A partir de então você analisa as várias etapas pelo qual ,para produzir um livro, ele passa. São umas 10 máquinas que aparecem no filme para a produção do livro, e hoje se passarmos 1h para imprimir e encadernar um livro é exagero ou é pelo fato da máquina estar quebrada.
Coloquei aqui também o trailler do filme, não consegui acha-lo legendado, mas vale a pena conferir as cenas e a grande produção desse filme, abraços.
Pois bem, para esse feriado peguei três filme para assistir, e acreditem: passei horas na locadora decidindo quais traria para casa. Por fim decidi trazer: 27 dresses (Vestida para casar), Australia e Quills (Contos proibidos do Marquês de Sade). Até agora assisti os dois promeiro filmes,e não consegui seguir para o terceiro antes de me expressar aqui no blog sobre o filme Australia.
Com quase três horas de duração o filme não cansa em momento algum, muito pelo contráriu: nos desperta o desejo de querer mais. Nos deparamos em todo filme com uma fotografia belíssima, um cenário espetacular e atores respeitados no mundo do cinema. A historia, além trazer um belo romance, tem um rico contexto cultural sobre costumes e rituais, relata também uma guerra a qual o mundo sobreviveu e o que mais chamou a minha atenção: a história da comunicação. Claro que eu, um fascinado pela comunicação e pela evolução das mídias, não poderia deixar de notar a cena que a alta classe se reunia, separadamente das demais classes sociais e outras etnias, para presenciar em frente à tela dos cinemas as notícias sobre o início da Segunda Guerra Mundial. E é engraçado trazermos esse fato para os dias atuais, pois hoje recebemos a notícia dentro de nossa casa deitado no sofá assistindo TV, ou cozinhando e escutando a rádio, e até mesmo batendo papo no mensseger e abrindo páginas de jornais on-line.
Voltando ao filme, dentre seus 27 capítulos, uma frase em especial me deixou extremamente facinado: "Não é porque é assim, que deve ser assim." Essa frase entra em um contexto de preconceito no filme, onde negros (que são nomeados como Boongs) e outras pessoas que são mestiças e peões são tratados de forma exclusa na sociedade. Mas, ao decorrer do filme, nos chocamos com a aristocrata inglesa Sarah Ashlay (Nicole Kidman)que, ao se apaixonar pelo rude peão conhecido como Drover (Hugh Jackman), e ao tratar como filho o pequeno mestiço Nollah, enfreta grandes choques de costumes e desafia uma sociedade etnocentrica.
Outro ponto que quero trazer aqui é o fascinante trailler. Com ele, primeiramente, visualizamos a mágica história, porém, depois de assistirmos ao filme, podemos voltar para analisar o trailler e percebemos a incrivel construção deste encima da história do O Mágico de Oz. Assistam a seguir:
Pois bem, caros leitores, espero que assistam ao filme, o qual eu recomendo de coração. Me deti o máximo que pude para não desvendar os mistérios que o filme traz, aliás quero que vocês se surpreendam tanto quanto eu. Agora vou assistir Contos proibidos do Marquês de Sade, e espero ficar tão fascinado quanto com Australia.
Abraços
domingo, 11 de outubro de 2009
Eu lembro bem das minhas férias de verão que passava no interior. Vó Maria acordava cedo para alimentar as galinhas, preparava o café-da-manhã e depois que tudo estava pronto acordava eu e meu irmão. Sempre às 8h tudo estava nos conformes, depois do banho gelado no quintal e da barriga cheia do café era a hora de ir para rua brincar com a molecada. E vovó limpava a casa, ia à feira comprar guloseimas típicas do nordeste, regava suas plantinhas, conversava com o papagaio e com os visinhos. Vovó sempre fazia de tudo para manter as ordens. Lembro nas festas das cabacinhas quando todos se reuniam em sua casa e faziamos uma baderna: molhavamos tudo e a sala da entrada sempre estava melada de cera, ela perdia a cabeça, mas nunca nos proibiu de brincar na festa, apesar de sempre ser muito rigida. Pois bem, agora me contenho de detalhar as palavras dos momentos que vivi naquela pequena cidade, naquela pequena casa, com minha grande avó. O que posso dizer da minha avó? Minha avó foi uma grande mulher, uma grande pessoa, uma mãe e um pai para minhas tias e minha mãe, um avô e uma avó para todos os netos e inclusive para mim, uma amiga para quem sempre precisou. Tem quem diga da sua braveza e da sua rabugentisse, mas só recebia isso que não sabia trata-la com amor. Por que eu me lembro de todos os beijos que recebi, todos os elogios que escutei, dos sorrisos que arranquei daquele rostinho que não queria perder autoridade, e das lágrimas que a fiz derramar da saudade. Agora eu fico a me relembra de todos esses dias, em minha mente passa um filme, e do meus olhos só saem lágrimas, mas a única coisa que posso saber é que agora ela poderá me ouvir, de onde estiver, e se certificará do meu amor que sempre foi e sempre será enorme por ela.
não conseguir baixar o video do segundo dia da COMUNICA ES, mas o video está no youtube, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=dAAHgyaF76U Em breve colocaremos o video do jornal que rodou no dia do evento.
a turma de telejornalismo da UVV participou da COMUNICA, fazendo cobertura de tudo que aconteceu no evento.Foi um trabalho sério e de muita responsabilidade, mas nas horas vagas tentamos descontrair um pouco, aliás ninguém é de ferro. Segue video dos bastidores do primeiro dia da COMUNICA.
OBS1: INFELIZMENTE NÃO TEMOS GRAVAÇÃO DO ÚLTIMO DIA PORQUE ESQUECI DE LEVAR A MÁQUINA E GRAVAR, mas vale a pena conferir esses estão aqui. ;)
OBS2: Em breve postarei o programa que foi ao ar no Jornal da Comunica ES !
"Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos e não como ele é ou pode ser, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos simplesmente ir e ver." (Amyr Klink)