quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sentimento burguês



Se eu te disser que o dinheiro não me traz felicidade, por pura vaidade, eu estaria mentindo. Se eu disser também que a vida quando me cerca por bairros luxuosos e roupas de grifes não me trazem sorrisos e me colocam em outro estágio de vida, seria hipocrisia. Mas a verdade é que o tudo me faz falta quando mais preciso. As coisas passam por mim como a brisa, o dinheiro paga e não me deixa dívidas. Mas a vida me retoma para um estado de solidão quando penso em tudo e em todos. E eu mentiria para você se dissesse que o amor não me faz falta. Porque quando paro no parque e olho que ao meu redor tudo está em plena normalidade, sinto que existe uma força em falta dentro de mim. E o amor, que há tanto tempo me diz o que é belo, não aparece como um sorvete no verão, mas como um sopro no inverno. O amor, que até então só me ensinou como escrever palavras belas, ainda não me trouxe alguém para sentir, soltar gargalhadas eternas, despertar luxo da vaidade e as bobagens de um sentimento sem limites.

Um comentário:

  1. Você me lembrou Cristina, do filme "Vicky, Cristina Barcelo". O vazio que a falta de amor faz, e a sua busca por um amor para se completar.

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