quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A lua, o mar e as lembranças.


Eu lembro que naquela noite que corri e te larguei no ponto de ônibus, meu coração palpitava com velocidade, olhava para os lados e a respiração enchia o meu peito até o último espaço vazio. Corria contra o medo, corria contra o tempo, contra o vento, diante daquelas ruas vagas, não desistia até então. Mas debaixo de uma árvore eu parei, já estava umas seis quadras de distância do seu ponto, o desejo de te ver pela última vez naquela noite foi inevitável, meus olhos tentavam te alcançar para gravar seu rosto antes de durmir, mas a busca foi em vão, você devia ter partido. Cheguei em casa, tirei a camisa suada, olhei para todos cômodos e a calmaria reinava. Parei de frente à pia do banheiro e lavei o rosto, olhei meu reflexo no espelho e encarei aquele rosto bobo e apaixonado, soltei um leve sorriso. Depois do banho fui para meu quarto, encostei-me na janela e olhei para a lua que parecia estar se banhando naquele mar frio. Eu encarava a lua, e em minha mente vinha a lembrança do seu sorriso, o brilho dos seus olhos, os seus movimentos, senti seu cheiro que se juntava ao meu depois dos nossos longos abraços, dos interminaveis beijos. É impossível te esquecer.

2 comentários:

  1. Que texto é esse em Sanmy jan?! Escreveu maestramente sobre o amor, das atutudes que tomamos quando por ele estamos inebriados, das marcas inesqueciveis gravadas no peito como se fosse ferro em brasa. Quando estamos apaixonados tudo fica mais bonito, e na falta dele tudo perde a graça!! Muito bom o texto Sanmy jan!!

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